Ai está o golpe que à muito já se sabia, Vieira e companhia demitiram-se de forma a limitar a oposição e ficarem agarrados ao poder.
Nunca vi tamanha palhaçada desde que conheço o Benfica. Este não é o Benfica...o Benfica democrata hoje caiu por terra com este golpe de teatro. Uma vergonha que um Presidente apenas olhe aos medos dele e que esteja agarrado ao poder, não tenha o menor pingo de respeito pelo Benfica e toma esta decisão para seu benefício.
Espero que isto sirva para abrir os olhos dos benfiquistas, e que vejam que os verdadeiros "abutres" já se estão a alimentar do Benfica...
E já agora que vai começar a campanha, tomo a liberdade de colocar aqui as linhas mestras do Movimento Benfica Vencer, Vencer que me chegou ao e-mail.
Movimento “Benfica, Vencer, Vencer”
Visão
O futuro do Sport Lisboa e Benfica terá de passar pelo êxito desportivo nos planos nacional e internacional. Unidos poderemos recuperar o passado e o presente e projectar o futuro. Convidamo-lo a ser protagonista de uma nova visão para o Sport Lisboa e Benfica e a subscrever o movimento “Benfica, Vencer, Vencer”.
Razões e Fundamentos deste Movimento
1) Crise no Benfica
Tendo herdado o poder no Sport Lisboa e Benfica ainda na ressaca dos efeitos provocados pelo terramoto em que consistiu a era Vale e Azevedo, Luís Filipe Vieira protagonizou, nos primeiros anos de mandato, um exercício simples que, ainda na madrugada do mandato, evidenciou a sua simplicidade. Uma simplicidade de processos e de resultados que teve por efeito o que está, hoje, à vista de todos. À falta de resultados e ao vazio de gestão, juntaram-se depois o deserto de ideias; o personalismo exacerbado; a perda de identidade; e uma desastrosa política para o futebol.
2) Como se encontra o Benfica
Aqui chegados que Benfica temos hoje? E, mais grave, que Benfica teremos amanhã? Porque a preocupação com o presente já não pode ser apenas refém da forma limitada que ressalta do desempenho nos nossos dias. O que está verdadeiramente em causa é o que estamos a fazer, ou a deixar de fazer, pelo amanhã da mais importante marca portuguesa no Mundo.
3) Marca, perdas e ganhos
O Benfica não está, hoje, à altura da importância da marca e do impacte sociológico gerados desde sempre e, em particular, desde a década de 60 à qual os dirigentes parecem continuar perigosa e inexoravelmente presos. Constata-se assim que a marca Benfica corre o sério risco de ver delapidado o seu património em termos de notoriedade adquirida ao longo de muitas décadas sobre o sangue o suor e as lágrimas de milhões que consigo arrastam a alma benfiquista. A notoriedade de uma marca constrói-se sobre vitórias e não sobre a promessa reiterada. Ora o Benfica não pode, nem deve, fugir a este axioma da actualidade sob pena de hipotecar em definitivo aquilo que presidiu à sua fundação.
4) Movimento: génese e objectivos
Preocupados e empenhados em aproveitar o que de bom, apesar de tudo, foi feito nos últimos anos por todos aqueles que, com honra e dignidade, lhe têm dado o seu melhor, move-nos o intuito de acabar com a grave paralisia em que o clube claramente se encontra e que cada vez mais Benfiquistas constatam. A falta de soluções que todos os anos se verifica tem comprometido seriamente e de forma desastrosa os resultados de época para época.
5) Linhas caracterizadoras do compromisso aqui assumido
Por um Benfica maior
Mais verdadeiro na totalidade
Mais responsável na sociedade
Mais competitivo no desporto
Mais europeu nos sucessos
Mais sustentável no futuro
Mais global no mundo
Garantido pelo primado
Do desporto
Da verdade
Dos sócios
Dos resultados desportivos sobre o vedetismo
Com
Gestão colegiada, profissional e responsável
Rigor e transparência orçamental
Objectivos de gestão empresarial e desportiva para cada época
Código de conduta para a gestão desportiva e contratações
Maior participação dos sócios do Clube e na actividade da SAD
Maior participação das Casas na vida do Clube
Maior integração dos grupos organizados de sócios que apoiam o Clube
6) Movimento de união
Este movimento, outras sensibilidades e demais plataformas de pensamento têm dado sinais de cada vez maior vitalidade e intensidade. E, entre todos, transmite-se um sentimento de muito. Muito de tudo:
O Benfica nunca foi o clube do pouco, mas sim do muito;
O Benfica nunca foi do nada, porque do tudo;
O Benfica nunca foi relativo, porque é absoluto;
O Benfica nunca foi propriedade nem couto exclusivo de um ou outros homens, porque desde a sua fundação preside à sua identidade a máxima “Et Pluribus Unum”, ou seja, de todos para todos os Benfiquistas.
7) Liderança e órbita
Impõe-se a adopção urgente de um modelo de gestão consentâneo com a importância e a notoriedade que nos pertencem e que nunca deveria ter sido desbaratado. Está pois na hora de assumir, em definitivo, a necessidade de mudar modelos e comportamentos de gestão para o Clube. O Benfica nunca deixou de ser grande, parece que por vezes deixa é de ser Benfica.
Talvez porque, hoje, se verifica estarem os destinos da colectividade entregues a um número restrito de responsáveis que agem e decidem de forma unilateral e totalmente ao arrepio do que é, e será, a eterna vocação democrática do clube.
8) Fundação Benfica
De há um ano para cá alguns de nós têm dedicado e divulgado opinião sobre como construir esta Fundação. Entretanto, o actual corpo directivo do Sport Lisboa e Benfica decidiu avançar com o projecto. No entanto, a sua visão tem sido, como em tantos dossiês, pobre e exígua, na medida em que aponta mais para uma instituição de caridade do que para uma Fundação ambiciosa. No actual Benfica a falta das propostas sobrepõe-se sempre, e por sistema, à necessidade –
que nunca vemos concretizada – de pensar, racionalizar, conceber e concretizar. Importam à Fundação Benfica todos os benfiquistas que estão próximos ou distantes e por isso, sendo global, será grande; importam os ex-atletas e funcionários do clube, muitos deles a viver em grandes e chocantes dificuldades económicas; importa a comunidade, às pessoas, como elemento motriz de solidariedade e cumplicidade sociais e não como mais um capricho desta direcção mais apostada no miserabilismo do ‘projecto’ de quem mais ou melhor não sabe fazer.
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